Traição

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No paredão passado, o Leifert provocou um ruído ao tratar do Batman pra explicar a eliminação do Mahmoud. A metáfora só existiu pra dizer que o Mahmoud saiu porque não usava as mesmas armas que os inimigos. Combinaram votos nele. Ele, não, manteve a coerência e saiu. Morreu herói, como é na frase mais importante do filme ” O Cavaleiro das Trevas”: ” Ou você morre herói, ou vive tempo suficiente pra se tornar vilão.”

Deu ruído, porque nossos tontos, especialmente o Breno, já foram procurar o Coringa do outro lado. E nem foi isso que o Thiago quis dizer, mas direcionou o jogo pro Breno, neutro, votar no Diego e sair do Wagner, e, pra aliança, firme e forte desde o início do jogo, começar a ruir. EXATAMENTE como na semana passada.

Desta vez, o Batman é o Diego. Diga-se: o player mais INTELIGENTE  da casa. Tão inteligente e perspicaz que o Leifert precisa jogar CONTRA ele. Como fez na formação do último paredão , numa votação ABERTA, pedir pro Diego explicar a estratégia. Foi muito simples: ele contou com a sorte de 3 votos em triplo empate pra se safar. Jogou com a leitura que ele fez dos votos dos outros.

Na semana passada, o trio Família, Gleici e Paula, que tinham uma aliança, sabendo o voto do Mahmoud no Wagner, como o Diego também sabia, resolveu votar no Diego. Eles não combinam votos, a esta altura uma burrice, viram desenhado que tinham que votar no Diego, seguindo Gleici e Paula, a Ana se comprometeu e deixou o Mahmoud, que foi fiel a si mesmo e manteve a coerência.

Esta semana, APÓS O DISCURSO DO LEIFERT, o trio Caruso, Wagner e Viegas, após retorno da Gleici, resolveram emparedar o Diego. Simples assim. Caruso e Viegas chegaram pro Diego  e disseram que não vão combinar. Wagner resolveu votar no Diego pra se salvar de 1 VOTO.  O trio cogitou votar no Diego e acompanhar Gleici e  Família, nas ficaria feio. Daí, Caruso e Viegas queimaram voto na Jéssica, o Wagner foi no Diego, pra, assim, o Diego ser emparedado.

A aliança construída com o Diego precisava ruir porque os aliados que traem sempre pensam em seus proprios problemas, como Gleici e Paula, que testaram família e Mahmoud pra jogarem contra o adversário delas. Não foi proteção. Foi covardia. Ana teve que acompanhar e ficou de falsa porque foi lá pedir desculpas.

O Wagner revoltado por ter perdido uma imunidade, humilhou o Viegas, mas faria exatamente o que a Paula fez: pegaria a imunidade e jogaria a responsabilidade da indicação nas costas do outro líder, exposto na votação.

O Diego, hoje, disse: “as pessoas são um livro aberto. É só saber ler.” Ele percebeu a traição no quarto tropical, manteve a coerência e a aliança. Patricia e ele foram no Breno, e, nota-se, mesmo sem ter as percepções do público sobre suas exposições à casa e a esse ódio todo porque só se enxerga literalidades aqui fora, não jogaram sujo e não usaram a arma de seus aliados: a traição.

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“Contrario Sensu”

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Sério. Eu ainda estou digerindo esta eliminação. 57% dos votos no Mahmoud porque ele foi burro de não ter votado no Diego? Por ele ter se posto no paredão? Ou porque a Paula disse que indicaria a Patrícia?

Eu penso assim: vota-se pra eliminar. Pela lógica, ou o Mahmoud era o menos querido dos três ou o ódio ao Diego e à Patricia é tão grande, que o público votou pra corrigir o erro que ele mesmo cometeu semana passada ao eliminar o Lucas, em vez do Diego.

Sobre quaisquer aspectos, eu entendo que este mesmo público, cada vez bem mais jovem do que eu, aprendeu a ver as coisas da forma mais primária possivel: sob olhar da acusação.

Todos temos contradições e autossabotagens. O exercício da empatia, ou melhor, do defender antes de atacar, está bem fora de moda. E o julgamento das pessoas cada vez mais emocional, egoísta e inconsequente do que justo. A contrario sensu, vemos mais a negação completa do outro do que os proprios atos em si.

O Mahmoud perdeu no domingo. Não por ser burro, coisa que ele não é. Por ter boa fé. É um principio: você cumpre o que você promete. Você se vincula ao que voce diz. Ele disse que ia votar no Wagner e votou. Ele esperava que a Jéssica fosse votar e ela não votou. É bem dificil pras pessoas entenderem isso.

O Mahmoud votou no Wagner porque o trio o perseguia. Existia uma intolerância explícita a ele. O Caruso fazia questão de desestabilizá-lo. Aliás, esse trio faz questão disso em relação a seus alvos. Da pior forma possivel, como fizeram com a Jessica, a familia e o Mahmoud.

O público queria o Diego no paredão. Torcia para os favoritos combinarem o voto nele, ao mesmo passo que recriminam a combinação e acham que ele está errado de combinar e o voto do inimputável Kaysar foi fruto da manipulação dele.

Não gostar é direito. Intolerância, não.  É mesquinho e primário. A pessoa que mais sofreu intolerância dentro da casa, sofreu no twitter no pós votação. Suas razões foram ilegitimadas e legitimada a perseguição a ela.

” Estamos tão familiarizados com a hipocrisia, que a sinceridade de alguém nos parece sarcasmo”.

Adão Myza K

Mahmoud

 

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Eu não estou escrevendo um epitáfio porque tenho plena convicção de que o Mahmoud voltará do paredão e a Paula será eliminada. Da mesma forma que eu tenho de que meu problema com a maioria das pessoas, não é de discordância, mas de percepção.

Mahmoud e Ana Clara construíram juntos um favoritismo nesta edição. Isto não existe por estratégia. Quando você tem convicção plena de seus valores e você os expõe, você tem que arcar com as consequências.

O Mahmoud é este tipo de pessoa. Ontem, ele se expôs e votou no Wagner, mesmo dizendo há semanas que era perseguido e que este trio o ameaçava. O Caruso o provoca constantemente. O Wagner disse que a perseguição acabaria. E votou DUAS VEZES depois.

Paula e Gleici votaram no Diego por razões pessoais. Gleici nem justificou decentemente. Ela sabe que tem problemas de convivência e não aceita voto. Foi estúpido votarem no Diego pelo fato da Patricia ser líder, e por não se importarem com as razões do Mahmoud.

Só tinha o Wagner votavel ali.  E visível a homofobia do trio em relação a ele. O Caruso várias vezes já disse. Ontem, usou o jeito dele como justificativa.

Ana Clara quis jogar o Diego seguindo a Paula. ERROU. Ela mais que ninguém sabia que o Mahmoud não votaria no Diego. Se a Gleici não quis, se a Paula não quis, o problema foi do Mahmoud e ele encarou. Ele não pôs a Gleici no paredão. Ele foi junto.

A Jessica votou  na Gleici pra proteger o Diego. Se a Paula tivesse votado no Wagner, ele tomaria mais um. Ele poderia tomar 5 votos.

Mas a Gleici fez isso: votou no Diego. Paula também. Ele votou nelas. E o Mahmoud? Ninguém liga? Ele pode ir pro paredão? Ele que tem que ganhar anjo pra Gleici que nem tentou dar a ele quando compartilhou com a Jaqueline?

O trio do Caruso ganhou pela segunda vez o anjo. Vão ganhar sempre porque o foco é sempre o Diego. Eles combinam descaradamente e mentem sobre isso. O Wagner e a Gleici têm uma relação utilitária na qual ela não é alvo do trio. Ela se contenta com isso.

O voto certo era o Wagner. O fácil era o Diego. O Mahmoud foi coerente. A Gleici e a Paula foram egoístas. Não podem culpar o Mahmoud, nem tampouco, exigir nada. Ele vota em quem ele quiser. Gleici iria com 3 votos. Se ela quis proteger o Wagner o problema é dela.

Ana Clara também me decepcionou por ter votado 2x no Diego, depois ter ido lá pedir desculpas. A mentora falhou com o Mahmoud.

Então, eu vejo o Mahmoud novamente protagonizando, novamente demonstrando uma personalidade e um senso de justiça altamente contrastantes com a  casa. Ele foi o diferente. E a coragem e autodeterminação de alguém sempre serão um exercício pleno de dignidade.

Mahmoud, hoje, no topo do meu ranking do milhão.

Anjo Mau

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Esta semana, a Gleici deu muitos indícios de sua personalidade e suas inspirações. Fala pouco, tem um discurso clichê e uma trajetória que se mostra realmente muito incoerente com que ela, de fato, apresenta. Vamos traçar a trajetória da Gleici.

Gleici apresentada no início do programa demonstrava um perfil de grande potencial pra vencer. Ela demonstrava ser uma pessoa frágil, tímida, com uma história de superação, “a única da família a ingressar numa universidade”, tem um carisma enorme, um certo apelo que gera uma comoção do público. É natural que tenhamos empatia por uma pessoa que tenha uma história triste, um perfil social desfavorecido, e que desperta uma certa romantização do caráter e da superação de obstáculos causados pela desigualdade social. É um clichê isso. Quem vive até o BBB sem ter R$ 1,5 milhão, não precisa. Mas o brasileiro tem aquele senso de justiça e demonstrou em várias edições, que a empatia é algo muito mais relevante que as atitudes de uma pessoa.  É um apelo muito forte e fora do jogo.

Esta semana a Gleici demonstrou da pior forma um indício da sua personalidade, que desenhou totalmente o sua estratégia de jogo e muito do seu ego. A Gleici é antissocial. Ela mesma cria uma esfera de hostilidade. E o seu oportunismo se demonstrou mais evidente. Traços que eu já havia observado, mas a audiência fica vinculada às impressões iniciais, mesmo vício da edição anterior.

Quando tratamos das diferenças entre Emilly e Vivian, na edição passada, era quase que óbvio que a Vivian obteria êxito no mundo real. A Emilly, IMEDIATISTA, como a Gleici também é, galgou seus esforços apenas pra vencer o BBB. O resultado foi uma campeã rejeitada  e uma vice mais querida e trabalhando hoje  no BBB,  e muito elogiada por características da sua personalidade. Não deu tempo do público perceber a Vivian, porque a Emilly conseguiu conquistar,no início do programa, mais de 50% dos votantes. Perceberam tardiamente o quanto a Vivian é maravilhosa. E olha que, se não fosse ter ido com a Mayara, ela sairia rejeitada no segundo paredão, quando a percepção de indicação do Marcos, no primeiro paredão,  foram justos.

Então: o Norte tem Vivians e Gleicis.

A Gleici é uma pessoa que não cria vínculos verdadeiros, nem lida com o outro de forma respeitosa, mas seu discurso e sua aparência fazem o público vê-la como alguém que quer se impor e não tem voz. Ela se opõs à Jéssica, loira, em duas situações. Na primeira, dizendo que queria Big fone pra indicar ao paredão, não pra estar no paredão. Isso é meio idiota de se dizer e tomou um: “isso é óbvio, quem quiser ir pro paredão, já pede pra sair”. Ficou calada.  No dia seguinte, foi grosseira com a Jéssica, quando lhe disse “não precisa guardar nada do TCT”.  Pediu desculpas. Mas, no dia seguinte, foi pedir à Jéssica pra trocar de cama com ela. Jéssica não quis, ela pegou a cama do Kaysar, que era do Lucas, de frente pra Jéssica.

Essa treta das camas se dá pelo seguinte: as camas são em número insuficiente pros participantes. Os homens dormem no chão pras mulheres dormirem nas camas. Como sairam pessoas do Quarto  tropical, o Quarto Submarino tinha um revezamento dos homens. Eles ficam 3 dias no chão, trocam.  O Kaysar foi pro chão, na troca, o Lucas cedeu a cama pra ele. Aqui fora, ninguém percebe isso, mas lá dentro, eles sabem. Quando você  prejudica a dinâmica de revezamento do quarto, você expulsa alguém do quarto, porque não sobram camas. E a dinãmica é alterada de acordo com os eliminados do quarto, que saem e vagam as camas.

A Gleici está REPETINDO o jogo da Emilly. Ano passado, ela fez a mesma coisa com a Ieda. Pior que a Ieda ainda deitou na cama do Luis Henrique que estava com conjuntivite, quando teve a confusão que eliminou o Luis Henrique.

Este ano, o Mahmoud está fazendo o papel do Ilmar. Ele obteve os votos da casa, por conta de uma punição coletiva causada por uma atitude não intencional. O Ilmar, que comeu um bolinho de chuva velho, deixando todo mundo no TCN. como o Mahmoud, isolado, acabou num trio com o inominável e Emilly. A dinâmica da mesma forma: se ele ganhasse anjo, daria pra Emilly. Ele não sabia que ela  a odiava, da mesma forma que a Gleici não gosta do Mahmoud. Ela trocou de quarto porque estava dormindo com ele. E ela votou no Diego, por achar que o Mahmoud iria pela casa. Ela sabia que ele iria votar no Caruso. Ela, inclusive, teve problema com o Caruso. Jogou voto fora no Diego. Ela só não sabe que ela teve maioria dos votos. Que, se ela tivesse votado no Caruso, Mahmoud não seria emparedado.

E teve um outro fator: no quarto do líder, o Wagner estava falando que não queria anjo, a Gleici,  logo, demonstrou que ganharia do Mahmoud, da Paula, dizendo “acho que ela disse que me daria”. MENTIRA. Paula não daria anjo pra ela, em vez da Jéssica. Ela é oportunista total, essa Gleici! Faz o mesmo joguinho do Wagner, só que ele não tem o mesmo apelo.

Esse é o Jogo da Gleici. Um contéudo copiado, não produzido de uma pessoa que demonstra sérios desvios de ética, e faz um jogo apelativo e oportunista, de forma totalmente premeditada e manipuladora.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Ciclo da Autossabotagem

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Ciclo da Autossabotagem é uma obra do Stanley Rosner, psiquiatra, que, a partir de estudos clínicos, descobriu que nosso inconsciente, sistemática e reiteradamente,  atua em nossa vida afetando nossa relação com as outras pessoas e nós mesmos.

Em termos práticos, mais reais, significa “a tua doença complementa meu sintoma”. O BBB é movido pela votação pela rejeição. É tão mais fácil odiar como é fácil sentir pena. Lembra do “aos inimigos ódio ou compaixão” do post anterior? Então, é disso que eu estou falando. Do ódio da audiência do BBB e da complementariedade entre o sadismo e o masoquismo que se verifica  quase que, exclusivamente, sobre os perfis femininos. Mulheres em BBB são quem aponta a direção, são molas propulsoras. É assim na vida também, mas, claro, na nossa sociedade, os homens exercem papéis secundários, mas as mulheres que têm esse status. Então tudo recai sobre elas.

Ana Paula, ultima eliminada, é uma mulher ambiciosa e manipuladora. Tirou o Diego e o Kaysar da direção que seguiam. O grupo dos 7 seguiam as ordens dela. Ela foi eliminada pela agressividade e negatividade que verbalizava contra os adversários, e, pela falta de sorte, de um bando de tontos, que, com delay, no terceiro paredão, sincronizarem votos. Falta de sorte dela, porque não foi combinado. Ela, provavelmente, vai ser a maior rejeição da edição, e recordista por um bom tempo de paredões triplos. Uma injustiça, porque os homens que ela liderava se mostravam com uma covardia e subserviência gritantes.

Paula joga com a sedução e o apaziguamento de conflitos. A Paula é desejada pelos homens da casa. É uma arma que ela usa a seu favor. Fora isso,  tenta ser a ouvinte, mediadora. O problema da Paula é justamente o fato de ser “fura olho” das amigas. Mulheres odeiam este perfil. Ana Paula odiava e via nisso uma ameaça a ela, e o Diego a indicou por isso.

Jéssica é a mulher mais romântica e mais próxima do que se chama ingenuidade. Aquele tipo que acha que tem que se escorar no macho protetor, no caso o Lucas. Ela é sociável e diplomática, mas  precisa de um homem junto. É o tipo mais comum que existe. Ela tem 27 anos. Parece mais de 30.

Nayara é bruta e desnecessariamente inflexível. O jogo dela é tentar uma empatia com o público a partir das razões que a fizeram ser assim. Mulher e negra, de fato, são o bottom da sociedade. Só que esta percepção não é óbvia no BBB. Então, prevalece o lado ruim dela: a desproporcionalidade reversa. Tudo dela toma proporções exageradamente amplificadas. Só é assim quem de fato sofre e não aceita. Ela beira a histeria. Pequenas coisas viram grandes atrocidades. Muito inconsequente.

Patricia segue a linha mais bem humorada, mas medrosa. Ela, dia desses contou a respeito de ter sido quase estuprada e uma amiga sempre a levava pra casa e buscava pro trabalho.  Ela é muito perdida no jogo. Ela não tem personalidade forte, é muito influenciável. e, com a saída da Ana Paula, buscou se aliar a Ana Clara, porque tem medo de ser emparedada.

Ana Clara é a mais jovem. O perfil dela é ideal pra BBB. Esperta, inteligente, e o fato de ser mimada a fez ter jogo de cintura, porque a realidade dela é fugir do controle dos pais. Ultrapassar limites. Daí, conhece um monte de gente. pois tem o perfil baladeira. A experiência de vida dela é o contato com a realidade dos outros. Esses perfis de classe média arrebentam em BBB. Só pegar as campeãs depois da Mara. Tudo baladeira, de vida relativamente facilitada.

Daí, você tem um perfil que incomoda TODAS AS MULHERES que eu mencionei anteriormente, homens também, à exceção da Ana Clara, que, muito embora, tenha uma inteligência intuitiva, não tem experiência suficiente pra ter uma percepção mais maliciosa da vida.

Gleici foi apresentada como estudante de psicologia, engajada em movimentos sociais. Dá palestras, é militante feminista e do movimento negro, etc. Primeira a entrar pra faculdade na familia de origem humilde no Acre. Primeira impressão dela é a de ser simpática, quietinha, sorridente. Adorável. Mas o que ela apresenta na casa não corresponde em nada ao que foi apresentado. Ela é favorita do público entre as mulheres.

Quando se vê isso, percebe-se o porque que, em 18 edições, o público sádico tem esse tipo de preferência por um perfil tão FAKE. Uma pessoa com características da Gleici ,ou é masoquista, ou é sonsa. NUNCA uma militante do movimento negro chegaria pra Nayara dizendo “sei que você sofre mais preconceito por ser mais negra do que eu”. NUNCA, uma militante feminista implora por um beijo de um homem, uma vergonha alheia total dela na festa passada. Ou, escuta um brucutu como o Caruso, mandá-la calar a boca, e só diz “homem não  me manda calar a boca”, e cala a boca e fica de lamúrias. Uma pessoa normal não espera o dia seguinte pra retribuir uma suposta grosseria com outra, em outro contexto, depois pede desculpas.

No quarto do líder, o Wagner havia dito que não tinha interesse de ganhar o anjo. A Gleici chega e já amarra lá, que conta com o anjo do Mahmoud, o da Paula (“eu acho que a Paula disse que me dá”) e do próprio Wagner.Ele é tão sonso quanto ela. Casal mais shippado. Os afins se encontram,né? Ele faz jogo duplo. Ela faz o vitismo, a que cobra proteção, a que não interage, mantém-se isolada.

Tá de parabéns, a Gleici! Conseguiu enganar até a Mara!Afinal de contas, é outra militante. Protege pessoas assim. pessoas que precisam de proteção, as vítimas, as frágeis.

É isso: tudo que uma militante repudia,  aquela que se vitimiza é o que desperta a compaixão. Aquilo que não é o que você se identifica. A mesma coisa fake de sempre. O mesmo CICLO da Autossabotagem.

 

 

 

 

 

 

Sobre Torcidas

“Supõe tu um campo de batatas e duas tribos famintas. As batatas apenas chegam para alimentar uma das tribos, que assim adquire forças para transpor a montanha e ir à outra vertente, onde há batatas em abundância; mas, se as duas tribos dividem em paz as batatas do campo, não chegam a nutrir-se suficientemente e morrem de inanição. A paz, nesse caso, é a destruição; a guerra é a conservação. Uma das tribos extermina a outra e recolhe os despojos. Daí a alegria da vitória, os hinos, aclamações, recompensas públicas e todos os demais efeitos das ações bélicas. Se a guerra não fosse isso, tais demonstrações não chegariam a dar-se, pelo motivo real de que o homem só comemora e ama o que lhe é aprazível ou vantajoso, e pelo motivo racional de que nenhuma pessoa canoniza uma ação que virtualmente a destrói. Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas.”

(ASSIS, Joaquim Maria Machado de. Quincas Borba)

Eu sempre recorro a esta teoria, da filosofia “humanitista” do Machadão, pra tratar do BBB, justamente porque eu vejo o programa como uma arena de disputa, onde a arma é a contextualização da personalidade com o discurso. Mas a torcida, pelo que eu vejo desde os antigos fóruns, até as redes sociais,  se dá por três critérios diferentes:

1- Torcida pelo carisma, quando o público pega participantes e os escolhe por serem “modelos de comportamento“. É uma mistura perigosa, porque esses tipos viram favoritos nas primeiras semanas. Representam até um pouco da hipocrisia de seus fãs, que passam a ignorar más atitudes e atos graves que praticam. As duas ultimas edições tiveram dois favoritos EXPULSOS do programa pela prática de violência. E ainda assim, se tornaram ainda mais populares. Obviamente, quem torce assim, pensa: “se torço por alguém como qual me identifico, seus defeitos serão ignorados por mim, assim, se ele não vence ou é expulso, há INJUSTIÇA”. 

EX: Kaysar e Gleici. São favoritos porque a audiência romantiza a personalidade deles. O Kaysar é estrangeiro refugiado da Guerra na Siria. Não tem redes sociais pra se vasculhar sobre o passado, maus posicionamentos, nada que se ponha em dúvida seu caráter. A Gleici, a menina simples, quieta, vulnerável, fora dos padrões de beleza. O público presume uma rejeição interna dos demais participantes por estes critérios extra jogo. Ninguém vê como crítica a efusividade do Kaysar e o oportunismo que a Gelici vem demonstrando.

2- A torcida pelo participante com a melhor estratégia. Assim, vejo o participante que constrói a melhor narrativa. O jogo é de convivência. Quem convive melhor e lida melhor com os demais, não vai pro paredão, exerce maior influência e, por isso, pode acabar assumindo maior espaço na edição. É o caso da Ana clara. Ela é o maior assunto da casa, e também, ninguém tem coragem de votar nela. Fato este que aconteceu com a Maria do BBB11 (uma das vencedoras mais especiais do BBB). Participantes assim, não são vencedores, como Nasser e Andressa, Vivian, Cacau do BBB16.

3- A torcida pelo participante que comove o público. Geralmente tem uma postura mais emotiva, vitimista, dramatizando o contexto da participação. A Maria também fez isso, mas funcionou pra ganhar do Daniel.  Eu acho legal, porque as pessoas vão torcendo mais, votando mais, pra salvá-los do paredão. Foi assim com Alemão do BBB7, Ana Carolina do BBB9. São méritos diferentes, mas funcionam pra edição e funcionam com o público votante. Nesta edição, o Mahmoud tem tido este tipo de torcida.

Eu prefiro o 2º e 3º critérios, por isso, meus favoritos têm sido a Ana Clara e Mahmoud. Eles entretém no programa. Eu SIMPLESMENTE ODEIO quando o público se vale pelo primeiro critério, e sai eliminando por critérios da primeira semana. Como aconteceu no BBB12, quando o Yuri perdeu aquela prova da Honda, onde ele havia sido líder, a produção errou um cartão, ele foi eliminado e a prova continuou com Fael e Fabiana. Fael líder indicou a Laisa, e todo mundo foi sendo eliminado pelo João Carvalho. Tudo acontecia na Selva, o PPV era só Selva, mas o povo escolheu a praia porque o Fael deu um anjo pro joão Mauricio e foi pro paredão na terceira semana.

Os melhores discursos do Bial foram de eliminação da Selva. Quando a Monique saiu, a edição não tinha conteúdo. Eles faziam charges da Kelly sendo planta.Daí ela falava espanhol com aquela espanhola que tomava banho pelada, inventaram que a Fabiana tinha flerte com Fael, que eliminou o Jonas, que era o mais interessante da Praia. Fabiana cantava “sapo não lava o pé” com quase 40 anos de idade. O PPV era torturante!

A edição passada, na reta final, foi muito pesada! Eu vi os favoritos sendo eleitos pelo primeiro critério. A humilhação do Ilmar na segunda-feira antes de sua eliminação foi uma das piores coisas que já vi. Eu sempre tendo a ANTI TORCIDA a favoritos que o público escolhe pelo primeiro critério nas primeiras semanas.

Então, é isso. Não escolho participantes porque a maioria do público gosta. Não justifico más ações de ninguém. E, se por ventura, um participante que eu gosto é eliminado (eu adoro a rejeitadíssima Tessália, por exemplo), não deixo de gostar, mas deixo de assistir quando quem está na casa não me interessa e não produz conteúdo relevante.  Não descarto mudar de opinião, mas muito, provavelmente, o Kaysar não teria minha torcida.

De olho na Gleici

 

 

A saída da Ana Paula mexeu com os ânimos do pessoal. Foi percebido que ela foi rejeitada. Que o jogo teria que ser reestruturado e chegou ali o conceito de planta. Quer mexer com o ego de participante, basta dizer que ali tem planta. Nenhum dos quatro emparedados eram plantas. “A eliminação vai mexer com o jogo”, disse o Leifert. Não foi dito que polarizou.  Ana Clara entendeu que a Ana Paula saiu rejeitada e foi consolar a Patricia. Mahmoud foi junto porque não desgruda dela. E Diego ficou lá chorando na porta com o Kaysar, que mudou completamente o semblante feliz.

Daí, o Caruso pegou a informação pra ele. Ele é planta. Falaram pra ele que o Lucas havia dito que ele “era cachorro morto que não late”. O cara ficou com aquilo o dia todo. Então, ele resolveu latir. Sentou á mesa, ficou batucando, bateu porta. Ana Clara pescou e ficou quieta, porque ela havia verbalizado antes da eliminação que teve maturidade pra lidar com determinadas situações que não teria aqui fora. Tomou o ar e foi fazer o purê de batata.

Daí, o Caruso vai tirar satisfações com Lucas ao lado da Ana Clara. O trio conversa, Mahamoud  fala da seletividade, concordam que o cara estava procurando confusão. O Lucas vai pra sala, entendendo que ele seria o alvo. Daí, o Mahmoud mexe na colher e toma pito do cachorrão latindo. Ana Clara pediu pra parar. Falou que o Caruso estava certo e continuou a fazer o purê, enquanto o Caruso botou nuggets no forno. Ana Clara se desvencilha do Caruso concordando com ele.

Aí, as duas antas (Gleici e Mahmoud) vão dissertar  no jardim. O “cão de guarda” vai pra churrasqueira. Aí a maravilhosa Gleici vai militar ali com o mini Hitler. “foi desnecessário, foi agressivo, ele não podia ter gritado, ofendido, blá blá blá” e toma nas fuças um “É natural, você defender seus amigos”. Cara, quando você toma um SARCASMO desse de um dos caras mais burros da casa, significa que você foi mais burro que ele. E ela continuou sendo masoquista: “não, eu sou justa, não defendo quem está errado”.

LIÇÃO PRA VIDA: SE VOCÊ NÃO ESTÁ PREDISPOSTO A MUDAR DE OPINIÃO, NEM COMECE O DISCURSO.

Depois de ganhar do Mahmoud e da Gleici, ele foi pra cima da Ana Clara. Ele fala “você acha que to errado?” e ela FANTASTICAMENTE responde “Não, eu até briguei com ele, eu sei que você não fez por mal. É o seu jeito. Você é grossão!, mas é que aqui ainda estamos nos conhecendo.” Isso tudo depois de chamá-lo pra pegar o nuggett.  Sendo que ela estava REVOLTADA com o debochezinho dele anteriormente, batendo a porta do quarto. Baixou a bola do Caruso, e depois, alertando o Mahmoud, com ele presente, deu aquele pito no amiguinho, falando “quando eu disser pra parar, é pro seu bem.” Daí o Caruso se meteu e o Mahmoud acalmou “tudo bem”. Fim.

Daí , eles foram pro barquinho, a Gleice continuou militando, falando do machismo, que ele quis coloca-la contra a parede, mandou-a calar boca pra ouvir passarinho. Aproveitou a oportunidade pra “defender”o Mahmoud (leia-se: botar gasolina na fogueira). A Paula, que estava no quarto do líder, trocou duas frases com a Ana Clara e entendeu direitinho a situação. A Gleice estava tão chata e repetitiva, que quando ela veio com “represento as meninas…”, e tomou da Ana Clara “eu não represento nada”. Paula “represento a cachaça”. Ficou quietinha.

A menininha do Acre está achando que, só porque voltou do paredão, é favoritona. Aproveitou pra começar a militar. Não entendeu que a Mara rodou porque tava militando. A Nayara está sendo alvo, porque está militando.”Me mandou calar a boca pra ouvir passarinho. homem não me manda calar a boca”. Sonsa. Você disse que não gostou, mas calou a boca, pra se vitimizar. Cresce pra cima, pra defender o amiguinho,né? Sonsa!

Gleiciane está sabotando o trio. Está querendo excluir o Mahmoud. Estava lá fora comemorando com a Paula, depois que entrou pra falar com Ana Clara. Ela está querendo trio com a Paula.

E digo mais: Ana Clara está espertíssima. Só contou tudo depois sozinha com o Mahmoud. Até porque envolve o Wagner, Caruso e Viegas. Ela confia mais nele. Explicou que “ninguém pode ser irônico e debochado com ela. só ela.” E ela foi.