#Kaysarcampeão Dolce & Gabbana

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Há  algumas semanas atrás, um ex BBB  twittou a respeito do Kaysar ser “O  Idiota” de Dostoiévski. Eu achei engraçado  porque eu usei um texto onde existe a mesma metáfora  que existe na literatura em geral. No livro, o “idiota” é  visto como  louco. Exatamente a contraposição  entre ser e ter da sociedade. O louco é  aquele que se autoafirma como ser humano e a sociedade não  o compreende. Por isso, no post que fiz pra ele, usei um texto da Lispector, onde existe o trecho ” o bobo é  um Dostoiévski”.

Embora, não  tenha sido esta a intenção de usar o termo idiota pelo ex BBB, o Kaysar merece ganhar exatamente por isso: ser bobo. Pela originalidade, pela linearidade e pelo jogo solo sem que, com isso, se veja no desespero de queimar alguém .

O que se vê  na casa é  uma tentativa sórdida  de desqualificá-lo. Ele tem dinheiro, não  merece. É estrangeiro, não  merece. E ainda tem aquela cena patética do Ayrton se vitimizando no dia da eliminação  do Wagner. Aquilo foi tão  deplorável que firmou o contraponto do kaysar com a casa. Ele não  se utiliza desses subterfúgios. Não  se vê  na necessidade de queimar os adversários. O Ayrton foi tão  baixo por ter falado o que falou do Kaysar e ter tentado fazê-lo cair em contradição  e depois chorado pela ingratidão  e TRAIÇÃO  que o constrangeu a votar nele neste ultimo paredão. Aliás, o mesmo que a Ana Clara fez com a Jéssica. Eu vejo claramente como  uma chantagem emocional.

Se faz assim conversando, faz no ao vivo. Foi humilhante a atitude da familia com ambos. Semelhante ao que fez o casal com este ex BBB ano passado. É  o que eu chamaria de jogo sujo.

Neste paredão, entre Jéssica  e Kaysar, vai dar Kaysar, mas é  necessário  enfatizar que ambos foram vítimas  de uma apelação  baixa e ridícula  pelo fato de terem votado na família  quando seriam os votos da semana seguinte. Coisa natural do jogo. A sua escala.de afinidades é  diferente do coleguinha. Você  protege seu aliado porque ele é  o alvo, mas o próximo  é  você.  Da mesma forma que ocorreu com a Paula ontem.

Fica a lição  pra audiência em relação  ao jogo do grupo do bem. Agora, eles são  os opressores e exercem a opressão  da pior forma possivel.

Sendo assim: que vença  Kaysar e sua jaqueta da Dolce & Gabbana.

Meu ranking do milhão :

1- kaysar

2- Paula

3- Breno

 

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Kaysar Forçado

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As mesmas críticas  e apontamentos CONTRA o apelo do Kaysar, eu tive no início do jogo. Eu o considerava um fake que se utilizava de uma pretensa personalidade efusiva e uma história  que muitos desconhecem pra desqualificar o seu favoritismo. Eu não  entendia porque ele era tão  favorito assim, sendo um clichê  montado de vencedores anteriores. MUDEI MINHA OPINIÃO. Reconheço  completamente a injustiça  do meu julgamento.

O Kaysar causou um medo gigante nos outros participantes. Não  por acharem que ele fosse fake, mas porque o CARISMA dele era notório. E ele não  tinha grandes problemas de convivência. Ele era poupado porque ninguém  queria enfrenta-lo.

Agora, quando os favoritos começaram  a virar o jogo, os motivos dentro da casa não  são  suficientes, então, precisam DESCONSTRUIR o Kaysar pelo que ele é  e não  pelo que ele faz na casa.

A Gleici quer ganhar por ser pobre. Então, precisa dizer que o Kaysar não  precisa de grana. Precisa dizer que aqui, as estatísticas de violência  urbana são semelhantes a de guerras. “Eu sei o que é  perder um amigo assassinado”, ela disse. Ele respondeu:  ” Eu sei o que é  um predio inteiro desmoronar em um segundo”.

Não  interessa mais se ele é  fake, se a familia tem grana. Se o jeito dele nadar não é  de pobre ou se a militante de direitos humanos acha que um estrangeiro não  merece ganhar o BBB.  Veja bem como é a pessoa que milita  pelos direitos humanos, na hora de prêmio  EM DINHEIRO, precisa desmerecer o outro pelas condições  sociais, nacionalidade, utilizando uma defesa em causa própria.

O Kaysar milita em causa própria sem desmerecer a causa do outro. Foi constrangedoramente indagado pelo Ayrton e Gleici sobre a sua vida, pra demonstrar ao público  que ele é  desmerecedor e mentiroso. Isso foi deprimente.

A revolta da família no desempate foi fora de contexto e totalmente descabida. O mal desses favoritos é  achar que dominaram o jogo e ditam o ritmo da dança  dos outros. É  exatamente esse falso conforto que demonstra  o lado ruim das pessoas.

Muito do jogo do Kaysar se deve a uma ingenuidade dele de agir pra agradar ao público. Mas a constância  da sua participação, não  apenas demonstra coerência de um comportamento desde o início, como a própria  contradição  de seus adversários.  Simples, sutil e direto.

 

 

Parênteses

Eu adoro BBB. Só  gosto de comentar com quem gosta. As pessoas que convivem comigo  fazem questão  de dizer que odeiam. Então, eu procuro  comentar no twitter e escrever textões aqui que eu leio depois quando eu cismo.

Quando o BBB começa, eu gosto de todo mundo. Até  da Emilly que eu passei a detestar na terceira ou quarta semana. Mas eu não  desmereço a vitória dela. Ela foi uma jogadora espetacular e que conseguiu reverter características  que eliminariam qualquer outro com rejeição. Ela fez o Rômulo deitar pra ela. Mereceu. Não  fico batendo pezinho, como quem até  hoje critica a Analy por ter vetado o anjo da Siri .Isso é  mediocridade.

Analy é  uma das participantes mais importantes da história  do programa. Perfil  discretíssimo. Não  falou um palavrão  a edição  inteira. Daí, vetou a favorita que veio a ser a SÉTIMA  eliminada do BBB7. Foi uma bomba atômica  na edição porque o paredão dos dois maiores favoritos  foi o MENOS votado, salvou o  meu pay per view, salvou a Fani que ficou nais tempo e virou a queridinha do Boninho e voltou  pra duas edições depois. A Siri foi pra Rede TV e ganhou muito mais dinheiro do que se tivesse sido campeã.  Foi bom PRA TODO MUNDO. E graças  a ela que existe paredão  triplo.

Dito isso, vem a Gleici, que está  gerando a polêmica no Twitter. Pra mim, ela é  FAKE. Ela tenta copiar a Emilly. Ela tem  atitudes descontextualizadas. O drama de perseguida por causa de voto, a dificuldade argumentativa dela de sustentar isso prova que não  tem sentido nenhum. E somado a tudo isso força  cenas da Emilly,  como lavar a louça chorando no dia seguinte que ouviu a torcida gritando o nome dela  e a briga por cama.

Além  disso, ela vota  errado de propósito, prejudica os aliados, não  protege ninguém e cola na Ana Clara absorvendo a garota com a sua chatisse de repetir que é  perseguida e que está insegura, etc. Nem o Papito aguenta mais.

Diego ensinou como fazer aliança de forma ética.  Gleici ensinou como vender seus aliados pra preservar quem  vota neles  e não  vota nela. Esse casalzinho dela com Wagner é bem interessante pra isso.

O pior e mais desonesto, é  o fato de ela ser afiliada do PT  e o partido já  ter declarado que pretende inscrevê-la como deputada federal pelo Acre. O maior articulador do PT no estado é  amigo pessoal dela. Cedeu a casa dele pra gravarem os vídeos  da família; vem aos paredões  dela com a família; e  E se vê  outdoor e propaganda dela aonde ela mora. O Lula já  postou  foto com ela em rede social. Está  tão  descarado o negócio que fica difícil  de não  comentar.

Eu achei, inclusive, isso pior do que ela usar a expressão  guerrilha virtual dentro da casa.

Se houve outros participantes que também  eram afiliados a partidos, não  me importa. Ou não  vi, ou não  me atentei  a isso. Fato  é que, nesse nível, eu nunca vi.

Então, se quiserem que ela ganhe, ok, votem pra ela ganhar e acabou. Não  vou bater pezinho  da mesma forma que eu não  bato com quem vence e eu não  torço  e/ou não  gosto.

A minha vida não  vai mudar se a Gleici vencer  ou for deputada federal. Como também  não  vou ficar de bate boca sobre isso. O máximo  que eu posso fazer é  deixar de assistir e voltar pro BBB 19. Bem simples.

 

 

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Diego Sabado

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Pequena Fábula

“Ah”, disse o rato, “o mundo torna-se a cada dia mais estreito. A princípio era tão vasto que me dava medo, eu continuava correndo e me sentia feliz com o fato de que finalmente via à distância, à direita e à esquerda, as paredes, mas essas longas paredes convergem tão depressa uma para a outra que já estou no último quarto e lá no canto fica a ratoeira para a qual eu corro”. -“Você só precisa mudar de direção”, disse o gato, e devorou-o.”

Franz kafka

A fábula, que é  uma parábola, traduz muito bem sua trajetória. Eu a escolhi pela moral que o autor deu ao dizer que  ” a última  saída  do saber leva à ruína”.

O medo do mundo impulsiona o rato,  que acaba num caminho sem saída: entre a violência  do gato ou da ratoeira. Onde, mudar de direção,  significa deixar de fazer algo pra seguir os conselhos de alguém.

A trajetória do Diego no BBB se iniciou com uma aliança dos 7. Primeiro, com Ana  Paula e Patrícia. Havia uma rejeição  à  Ana Paula pela casa e ao Mahmoud pelo público. A escolha foi certa. A truculência da Mara e do Mahmoud deu sobrevida à  Ana Paula com eliminação  da primeira. A aliança  dos 7 protegeu a Jéssica  e projetou Mahmoud pro paredão  da segunda semana.

Lucas é  líder e indica a Gleici. Planta na época. Mahmoud é  vitimizando pela hostilidade da casa, especialmente do Caruso. Ana Paula e Patrícia  começam  a exagerar no humor negro e na maledicência. Jaqueline cava a eliminação  pretensamente chutando um cachorro morto, porém  redimido pela hostilidade da casa e pelo publico.

Terceiro paredão, Diego lider indica a Paula. Ana Paula acaba exagerando  na prova da comida e recebe SETE votos no paredão  que eliminaria a Família Lima, indicada pelo Lucas, no Big Fone . Com SEIS votos, e muita sorte, Mahmoud escapa do paredão e  a Ana Paula é  eliminada.

Quarta Semana, a sensacional Ana Clara resolve colocar o voto da casa no paredão. Indica Nayara estupidamente pra ir com a Gleici e Mahmoud, aqui estrategicamente pensado pelos sete, pro caso de ter paredão  triplo ou eventual desempate. O voto burro da Ana mete dois amigos no paredão . Lider que só  lê que deve  indicar quem sai, não  é  capaz de firmar aliança.

Quinta Semana, Familia  de novo. Indicam Diego. Nada a ser feito. Não se combina voto. Patricia vai na Gleici e Diego vai na Paula. A sensacional  Ana Clara pede desculpas ao Diego. Tão  surpresa quanto foi a indicação  do Lucas, direto pelo Kaysar,  foi o noivo ser eliminado porque a familia brasileira não  perdoa traição . Sorte do Diego.

Sexto paredão, TUDO CONTRA. Votação  aberta. Genial estratégia  do triplo empate de três.  Mahmoud desenhou pra casa o voto no Wagner. As geniais Paula e Gleici na vingancinha votam em Diego com a Patrícia lider. A sensacional Ana Clara vota no Diego. Kaysar e Jessica iriam no Wagner, mas vão  na Gleici pra proteger o Diego. Daí: Paula x Gleici x Mahmoud. Mahmoud sai, Gleici  vai pro quarto, ganha imunidade e tem voto e indicação  direta.

Aí, foi o golpe baixo. Musiquinha de novela. Encenação  de quinta. Patricia vai direto. Caruso pela Paula e Jessica. Diego pela casa. Graças ao inutil do Breno e do traíra do Wagner. E Caruso e Viegas burramente votam na Jéssica. Patricia sai. Mas Gleici toma  de Diego a placa virtual de soberba e hipocrisia com Ana Clara e Wagner a de covarde.

A Gleici vingadora e Ana Clara sensível  já  vão  no Diego. Pra variar. Só  que agora, Ana Clara não  vai pedir desculpas pela terceira vez. Caruso anjo. Diego recusa proposta de receber anjo porque senão  Caruso  vai pro paredão. Atende o Big fone e põe  a Gleici no paredão . Não  foi covarde. Tem ética aí.

Se você  faz uma aliança de  proteção, você escolhe  entre adiar a ratoeira e mudar de direção,  ouvindo o gato gritar Gleici no paredão  anterior. Chamou de soberba e hipócrita, demonstrou,  quando a humilde Ana Clara, que indica pro paredão  e pede desculpas à  Jessica, colhe o obrigado constrangido  e sem sentido do cara que chamou  o próprio  pai  dela de cuzão. Não  vota na Gleici  escapa, vota na Gleici, pede -se desculpas, mas toma uma senhora lição  de moral ao vivo da Jéssica. As duas.

As pessoas são  um livro aberto. Só  saber ler. Diego foi tão  subestimado e tão  original que fez o que se propôs  a fazer: protegeu, não  foi covarde, escancarou a hipocrisia e a soberba das rainhas Gleici e Ana Clara, como deixou pra  Jéssica  fazer isso.

Diego nos deixou com 81%. Me fez trazer de volta  a parábola  do Kafka ironicamente chamada de fábula, por não ter  moral. Com o mesmo humor  negro não  entendido por uma população, onde,  segundo o JN, 23% sabe ler bula de remédio, se você  considerar texto  científico, e  8% sabe diferenciar ironia de opinião.

Estamos melhorando. 81% é  melhor que 92%.

Diego saiu digno, limpo, não  foi bem interpretado, mas preferiu a ratoeira. Fez história  por isso.

PARABÉNS, Diego! Não  seguir a manada  é  um dom. Deixem os recalcados Mahmoud e Mara falarem de representavidade da liberdade objetiva  e siga a individualidade de quem preferiu a ratoeira sozinho e não  ouviu o gato, como eles fizeram ao sair. Saiu gigante.

 

 

 

 

Macunaíma

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Eu já havia tratado aqui, nos posts sobre a Selva no BBB 12, a respeito da moral retratada em contos literários. Tratei do “João e o Pé de Feijão”, o Tabart,  e tratei do “Macunaíma:o herói sem caráter” , do Mário de Andrade.

Quando você trata de heróis literários, o que se vê são personagens sobre as quais se centraliza uma narrativa. Não se trata de quem salva vidas, luta por justiça, por valores que a sociedade apregoa. Até porque se pegarmos literalmente os exemplos dos heróis infantis, veríamos que muitas fábulas infantis são verdadeiras obras de terror. De moral repudiável, e jamais deixaríamos que nossas crianças a tomassem como exemplos positivos.

Vamos às duas obras:

“João e o pé de Feijão,” na versão original, de Tabart,retrata um héroi que, após ser enganado por alguém sórdido, sem poder defender-se, entra escondido na casa de outro homem, ganha a simpatia de sua esposa para assim conseguir roubar-lhes e por fim o mata. Ele não encontra nenhum conflito moral ou punição por seus atos, igualmente a seu algoz. ” *

Ao tratar de sua obra, Mário de Andrade disse o seguinte: ““O que me  interessou por Macunaíma foi incontestavelmente a preocupação em que vivo de trabalhar e descobrir o mais que possa a entidade nacional dos brasileiros. Ora, depois de pelejar muito verifiquei uma coisa que me parece certa: o brasileiro não tem caráter. Pode ser que alguém já tenha falado isso antes de mim, porém, a minha conclusão é uma novidade para mim porque tirada da minha experiência pessoal. E, com a palavra caráter, não determino apenas uma realidade moral, não, em vez, entendo a entidade psíquica permanente se manifestando por tudo, nos costumes, na ação exterior, no sentimento, na língua, na História, na andadura, tanto no bem como no mal. O brasileiro não tem caráter porque não possui nem civilização própria nem consciência tradicional.

Isto posto, é importante para as pessoas sempre reverem histórias repetidas porque existe a segurança de já se saber o final. Daí, entende-se claramente o fato de o Bial falar que o BBB é um programa que revela muito mais de quem assiste do que de quem é assistido. O telespectador do programa tende sempre a fazer uma identificação de valores  com aqueles que aparentemente se demonstram injustiçados e, não por acaso, as histórias infantis se colocam basicamente sob o ponto de vista meramente estético.  Você precisa de um contexto que  apresente o (anti)herói em desvantagem com o seu antagonista. Assim, sob o olhar acusador, você sempre condenará este último pra justificar as más ações do primeiro.

É mais fácil ao cidadão médio entender que um grupo de 4 pessoas está em desvantagem em relação ao grupo maior da casa. Ou entender que a Gleici, nossa Macunaíma, movida a questões individualistas, se desenha como vítima de uma situação e mente descaradamente como tem feito, e fez ontem, ao optar no desempate pela Jéssica, uma pessoa tão subestimada pelo público, mas que fez uma das observações mais geniais e numa capacidade argumentativa tão superior à Gleici e à Ana Clara. 1: 32m. Teria sido 1 min se não fosse a interrupção do Ayrton.

Eu venho apontando há muito tempo a forma de jogar da Gleici. Até “guerrilhas virtuais” ela espera de sua torcida. Venho dizendo sobre o voto diferente que empareda, como Paula, Ana e ela mesma deram no Diego e emparedaram e eliminaram o Mahmoud. Ana Clara verbalizou torcida pela Paula e a Gleici viu isso. Neste dia, o trio da Gleici emparedou o Mahmoud pra salvar o Wagner. E o público fez o jogo do trio do Caruso e eliminou quem de fato era perseguido. O público demonstrou seu caráter.

O Diego é inteligente e desenhou o que eles deveriam ter feito há duas semanas atrás. Ele precisava indicar a Gleici. Ela e a Ana caíram em contradição. Ele protegeu Caruso e Jéssica. E ele deixou a Jéssica brilhar contra as lideres.

Gleici é uma heroína sem caráter, sem fair play, sem respeito. O contraponto foi firmado ontem. E, se sair, o Diego apenas atesta  que sua dignidade permaneceu intacta sem apelar pro vitismo e pra distorção dos fatos.

 

Traição

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No paredão passado, o Leifert provocou um ruído ao tratar do Batman pra explicar a eliminação do Mahmoud. A metáfora só existiu pra dizer que o Mahmoud saiu porque não usava as mesmas armas que os inimigos. Combinaram votos nele. Ele, não, manteve a coerência e saiu. Morreu herói, como é na frase mais importante do filme ” O Cavaleiro das Trevas”: ” Ou você morre herói, ou vive tempo suficiente pra se tornar vilão.”

Deu ruído, porque nossos tontos, especialmente o Breno, já foram procurar o Coringa do outro lado. E nem foi isso que o Thiago quis dizer, mas direcionou o jogo pro Breno, neutro, votar no Diego e sair do Wagner, e, pra aliança, firme e forte desde o início do jogo, começar a ruir. EXATAMENTE como na semana passada.

Desta vez, o Batman é o Diego. Diga-se: o player mais INTELIGENTE  da casa. Tão inteligente e perspicaz que o Leifert precisa jogar CONTRA ele. Como fez na formação do último paredão , numa votação ABERTA, pedir pro Diego explicar a estratégia. Foi muito simples: ele contou com a sorte de 3 votos em triplo empate pra se safar. Jogou com a leitura que ele fez dos votos dos outros.

Na semana passada, o trio Família, Gleici e Paula, que tinham uma aliança, sabendo o voto do Mahmoud no Wagner, como o Diego também sabia, resolveu votar no Diego. Eles não combinam votos, a esta altura uma burrice, viram desenhado que tinham que votar no Diego, seguindo Gleici e Paula, a Ana se comprometeu e deixou o Mahmoud, que foi fiel a si mesmo e manteve a coerência.

Esta semana, APÓS O DISCURSO DO LEIFERT, o trio Caruso, Wagner e Viegas, após retorno da Gleici, resolveram emparedar o Diego. Simples assim. Caruso e Viegas chegaram pro Diego  e disseram que não vão combinar. Wagner resolveu votar no Diego pra se salvar de 1 VOTO.  O trio cogitou votar no Diego e acompanhar Gleici e  Família, nas ficaria feio. Daí, Caruso e Viegas queimaram voto na Jéssica, o Wagner foi no Diego, pra, assim, o Diego ser emparedado.

A aliança construída com o Diego precisava ruir porque os aliados que traem sempre pensam em seus proprios problemas, como Gleici e Paula, que testaram família e Mahmoud pra jogarem contra o adversário delas. Não foi proteção. Foi covardia. Ana teve que acompanhar e ficou de falsa porque foi lá pedir desculpas.

O Wagner revoltado por ter perdido uma imunidade, humilhou o Viegas, mas faria exatamente o que a Paula fez: pegaria a imunidade e jogaria a responsabilidade da indicação nas costas do outro líder, exposto na votação.

O Diego, hoje, disse: “as pessoas são um livro aberto. É só saber ler.” Ele percebeu a traição no quarto tropical, manteve a coerência e a aliança. Patricia e ele foram no Breno, e, nota-se, mesmo sem ter as percepções do público sobre suas exposições à casa e a esse ódio todo porque só se enxerga literalidades aqui fora, não jogaram sujo e não usaram a arma de seus aliados: a traição.

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“Contrario Sensu”

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Sério. Eu ainda estou digerindo esta eliminação. 57% dos votos no Mahmoud porque ele foi burro de não ter votado no Diego? Por ele ter se posto no paredão? Ou porque a Paula disse que indicaria a Patrícia?

Eu penso assim: vota-se pra eliminar. Pela lógica, ou o Mahmoud era o menos querido dos três ou o ódio ao Diego e à Patricia é tão grande, que o público votou pra corrigir o erro que ele mesmo cometeu semana passada ao eliminar o Lucas, em vez do Diego.

Sobre quaisquer aspectos, eu entendo que este mesmo público, cada vez bem mais jovem do que eu, aprendeu a ver as coisas da forma mais primária possivel: sob olhar da acusação.

Todos temos contradições e autossabotagens. O exercício da empatia, ou melhor, do defender antes de atacar, está bem fora de moda. E o julgamento das pessoas cada vez mais emocional, egoísta e inconsequente do que justo. A contrario sensu, vemos mais a negação completa do outro do que os proprios atos em si.

O Mahmoud perdeu no domingo. Não por ser burro, coisa que ele não é. Por ter boa fé. É um principio: você cumpre o que você promete. Você se vincula ao que voce diz. Ele disse que ia votar no Wagner e votou. Ele esperava que a Jéssica fosse votar e ela não votou. É bem dificil pras pessoas entenderem isso.

O Mahmoud votou no Wagner porque o trio o perseguia. Existia uma intolerância explícita a ele. O Caruso fazia questão de desestabilizá-lo. Aliás, esse trio faz questão disso em relação a seus alvos. Da pior forma possivel, como fizeram com a Jessica, a familia e o Mahmoud.

O público queria o Diego no paredão. Torcia para os favoritos combinarem o voto nele, ao mesmo passo que recriminam a combinação e acham que ele está errado de combinar e o voto do inimputável Kaysar foi fruto da manipulação dele.

Não gostar é direito. Intolerância, não.  É mesquinho e primário. A pessoa que mais sofreu intolerância dentro da casa, sofreu no twitter no pós votação. Suas razões foram ilegitimadas e legitimada a perseguição a ela.

” Estamos tão familiarizados com a hipocrisia, que a sinceridade de alguém nos parece sarcasmo”.

Adão Myza K