Dom Quixote

 

“Entre os pecados que os homens cometem, ainda que afirmam alguns que o maior de todos é a soberba, sustento eu que é a ingratidão, baseando-me no que se costuma dizer, que de mal agradecidos está o inferno cheio”.
Dom Quixote

Assim, encerro minha narrativa do BBB 20. Se eu escolhi torcer pelo Dom Quixote, e ele saiu, não vou continuar com o Sancho Pança, porque eu vejo no Babu exatamente meu segundo negrito. Ingratidão, que chama. O choro é de ingratidão. O Prior, no chat, disse exatamente isso: “se ele tivesse dito obrigado, por ter tentado me salvar do paredão, a gente não teria mais brigado”, eu percebi, ele percebeu. Por isso, que ele escolheu a Flay pra defendê-lo na segunda!. O que ela disse sobre ele foi de coração. Ela foi soberba com ele antes, ele perdoou, mas o que feriu foi a ingratidão do Babu. Ele deu uma live há pouco falando: “Pelo jogo, torço pelo Babu, mas, pelo coração, torço pela Flay”.

Muita gente falando que, se ele tivesse escolhido a Marcela, não a Manu, teria ficado. Eu acho que não. Não foi sobre a Manu ou qualquer uma delas o paredão: foi sobre ele. Manu não tem relevância pra 1,5 bilhões de votos. Ele,sim. As duas características positivas  mais citadas pelos adversários do Prior, em relação a ele, foram: lealdade e sinceridade. E o maior julgamento dele era :”diga-me com quem andas, que lhe direi quem és”. Se ele andava com gente assim, ele é assim. A Manu, por exemplo, verbalizava isso o tempo todo.

Então, posso dizer que a minha torcida pelo Prior não foi pela melhor estratégia, não foi porque ele é um modelo de comportamento. Foi  pelo coração. Ele sabe cativar. Ele sabe demonstrar a lealdade e ele sabe se fazer importante pra quem lhe dá abertura. A Flay demonstrou muito bem. Isso, talvez, seja um príncipio básico para que eu me identifique com alguém. Eu nem liguei pro fato de ele ser machista, porque ele mesmo reconsiderou isso.  Até pensei que o público, talvez, tivesse revisto, mas pesou nos argumentos antiPrior.

Essa briga com o Babu pesou porque: ” quando o coração transborda a língua fala”. E, ainda, à  todas as mulheres, também digo: “natural condição de mulheres: desdenhar a quem lhes quer, e amar a quem as aborrece.” Mulher tem isso mesmo. Só falta assumir que se sabe muito bem quando alguém é machista, mas a gente torce pra alguém ser machista, porque nos irrita, do que reconhecer que ele, de fato, não é.

Então, agradeço demais pela trajetória desse Dom Quixote! Peço humildes desculpas ao querido Sancho Pança pela sua própria ingratidão. É meu princípio também: ingratidão fere mais que soberba. Seu choro não me comove a ponto de lutar por você. Lute por você mesmo e siga a sua trajetória sozinho, infeliz e com dor no estômago, por não precisar de lealdade, mas de compaixão.

“Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas”. Quincas Borba te define a trajetória. A sorte te direciona.

Boa sorte, Sancho Pança!

 

 

  • Entre aspas, são todas as citações do “Dom Quixote”, do Cervantes,exceto : “”Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas”, de “Quincas Borba”, de Machado de Assis.

Reta final do campeão

 

A última festa significou muitíssimo pra nossa dupla de favoritos. Babu não corresponde à lealdade que o Prior tem por ele. Vários colegas que eu leio, sobre o BBB, estão lá defendendo o Babu, porque existe a solidariedade dele com a Thelma, que, claramente, nunca correspondeu. Isso pra mim sempre foi muito óbvio, mas parece que nosso grande protagonista da edição tem apenas duas torcidas: contra Prior e a favor do Prior. Amigos, eu sou muito a favor do Piror! Incondicionalmente.

A melhor trajetória do programa, praticamente carregado em suas costas. De rejeitado a um dos maiores favoritos dos ultimos dez anos.  Só falta comentarem sobre o Prior no Jornal Nacional.  O favoritismo dele é assunto em diversos programas de TV, não só da Globo, mas de outras emissoras. É uma torcida gigantesca!

A relação do prior com Babu surgiu exatamente da chatice do Babu. Babu é um cara moralizador da cozinha. Isso incomodou muita gente na casa. Tentou levantar diversas vezes a bandeira de excluído, porém, encontrou, no Prior, alguém que não só o teve como única opção, como direcionou todo seu jogo a seu favor.

 

O antagonismo ao Prior existia com a casa desde o começo do programa, inclusive, quanto às percepções do público. A partir da saida do Hadson, quando pediu desculpas, isso mudou,  não apenas em relação à casa, como também pelo público, foram reconhecidos todos os seus méritos, tais como humildade, lealdade, a maneira pela qual  procurou rever suas atitudes negativas. Uma verdadeira trajetória de rendenção.

De subestimado pela inteligência, ele virou o principal antagonista da casa, e todas as suas atitudes sinceras e  viscerais,  completamente equivocadas dentro do discurso politicamente correto e modus operandi dos demais jogadores, o tornaram não apenas o principal rival do Pyong, o melhor jogador da edição. Pois, então, o melhor jogador foi eliminado na primeira semana da segunda metade do programa. Prior foi líder e colocou o Pyong no paredão contra o Babu e o público ELIMINOU. Se não fosse a torcida do Prior, o Babu estaria fora da casa.

Eu sinto muito por quem agora, neste momento, precisa negar e desqualificar os méritos do Prior. Ainda assim, chamando de burro e moleque. Falar que ele é vitimista, fazendo o jogo do perseguido.  Vitimista que botou a casa toda na xepa. Na semana anterior, se colocou no quarto branco pro Babu não ir. Só  Babu é coração.  Ele deveria ser a cabeça da dupla, mas é burro.

Ontem, a reação do Babu em relação ao Prior tentando articular voto pra tirá-lo do paredão, por se recusar a votar em Thelma ou Rafa foi bem ridicula. Típica rasteira que se dá em fim de reality, quando os amigos e aliados passam a jogar por si e arriscam o prêmio. Fez cedo demais o Babu, deu o prêmio pro Prior ali, se é que algum dia teria alguma chance.

Parabéns, Babu!,  pôs a Thelma na frente, e a Flay tá ali crescendo e tomando o seu lugar.  Não foi Prior que abandonou o barquinho. Foi a ingratidão do desmerecimento daquele que o chamou pra dupla e se pôs na sua frente diante da casa.

Veruca Salt é a banda desde BBB20!!!!!! Sensacionais as letras e como se encaixam nas situações!

Flayslane

Por essa, Dra Thelma não esperava. Chamada de planta, fica 26 horas na prova do líder pra indicar Flayslane, quebrar a sequência de eliminações pelo voto líder, desde a terceira semana. Clarividente que uma planta dessa não tem capacidade de disputar um BBB sozinha, daí, ela escolheu , sozinha com a Mari, única amiga da Flay, na prova do líder, dizendo que precisava ganhar pra se destacar no jogo e tinha Flay como uma das opções.

Quem não tem narrativa, não tem história. Quem fica 26 horas pra indicar uma mulher, com a amiga na prova junto, disputando, porque é falsa, porque tem atitudes incoerentes, ficou junto dos meninos, na SEGUNDA SEMANA, algo tão pessoal, com uma justificativa tão pífia, tão perdedora, é porque não tem nada além de fraqueza num BBB.

Acompanhando a edição e o twitter, eu percebi que a Thelma vem sido um tanto quanto superestimada pela torcida anti Prior, uma vez que as fadas sensatas têm saído tanto da linha e a rejeição vem grande. É uma injustiça, porque estão todas à sombra da Marcela. Se tem alguém que deveria ter chances numa final, seria ela, não Thelma, nem Giselly.

Daí, tem o lance da exposição e do histrionismo. A Flay exagera na bebida, fica bêbada com um copo de cerveja, canta muito, às vezes, é insuportável. Isso é tão BBB! Só entra nesse programa, quem gosta de aparecer. Quem tem atuação discreta é chato. E o lance do jogo em si é que essas observações pessoais não têm a menor importância. No BBB, se alguém te incomoda pelo jeito de ser, ela vai ser mais. O problema é teu, não dela. É um jogo de convivência. Se a Thelma aguenta Ivy e Daniel, a Flay é um exemplo de diplomacia e convívio.

As fadas sensatas não entendem isso. Elas excluem da convivência porque a justificativa é bem clara e óbvia pra elas. A Rafa indicou a Bianca, por questões pessoais, e ela foi eliminada, por sorte da Rafa, porque estavam ali a Flay e o Prior. Não são plantas, não são pessoas “falsas”, são pessoas que incomodam mais. Claro que a Bianca se prejudicou pela amizade com o Guilherme, um cara que dava ranço total do público, da mesma forma que a Gabizinha dá. Fez triângulo, o cara sendo um mala, e ela cega no jogo e nos julgamentos, numa fase  em que as fadas ainda estavam em alta. Dançou. Foi contra o movimento feminista de rede sociais. Flay não foi tão contra e soube ser mais sutil.

Thelma quis ser líder, teve dois do seu lado no paredão. Dois INSUPORTÁVEIS que a desprezavam. Deram monstro pra ela, mas o problema dela era a Flay, que recebeu monstro com ela. Que teve bem mais inteligência emocional. Que pensou em se salvar no BF, que foi excluída pela casa, menos pelo Prior e Babu, que demonstrou muito mais a famigerada INTELIGÊNCIA EMOCIONAL.

Esse paredão foi importante pra comprovar que existe o favoritismo do Prior, e elas verbalizaram, e que Thelma é uma perdedora, uma planta, uma pessoa que não chega aos pés do brilho de Flay.

Bem vinda, Flay, ao Top 3!!!!! El Mago está contigo, e se você tiver a sorte, vai eliminar as fadas todas e cravar sua vaga na final!

Conveniência

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A edição da última segunda-feira foi um dos melhores momentos do programa. Destaco a foto acima, que ratifica o trio da autossabotagem do BBB 20. O que o Tiago exemplificou como conveniência chamada de amizade. Sim, destaco  a THELMA,  a pessoa que tanto chama de inteligência emocional o oportunismo de seu jogo.

Prior e Babu seguem o jogo demonstrando total protagonismo da narrativa. Muito do que é dito por ele já foi entendido pelo público: as contradições de discurso da Marcela, que de favorita se tornou a vilã do programa, a arrogância do Pyong, e de todo o jogo do G8 que se firma basicamente no direito penal do inimigo, como já foi explicado anteriormente. Existe uma máxima na casa de que o público segue as expectativas do grupo hegemônico, com a Marcela ainda favorita, e toda narrativa que eles constroem sendo direcionada pelo senso de (in)justiça dela. Todos concordam que Prior e Babu são sempre os possíveis eliminados dos paredões. Piores pessoas da casa. É irrelevante que eles tenham sobrevivido a 5 de 7 paredões. Sempre alternando entre um e outro.

A grande questão do jogo da Thelma especificamente é o fato dela demonstrar uma falta de empatia com o Babu, dentro do jogo. Ela sabe da empatia e da preferência dele por ela, por questão de identidade, porém, no jogo, ela vem endossando a opinião e o senso de justiça do grupo hegemônico. Ela não verbaliza, nem se posiciona. O Babu, por exemplo, disse a ela que a Marcela tinha o mesmo olhar que uma ex patroa racista dele tinha. Ela apenas ouviu e DESCONSIDEROU. A Marcela é favorita, Babu não tem inteligência emocional. Ela manteve a Marcela no pódio, mesmo tendo sido trocada pelo Daniel e quase destronada pela Gizelly. Quis demonstrar pro público que mantém a lealdade apesar da história das três do programa. Ela compactua totalmente com a observação de que Prior e Babu não foram eliminados porque foram com pessoas piores e assiste inerte toda política de exclusão e perseguição aos dois.

Ao que parece, pelo menos nas conversas entre Manu, Rafa e Thelma, que os princípios da Flay e da Mari não são coerentes com a postura delas no jogo, criaram uma linha identitária com o jogo do Victor Hugo. O G8 sempre direciona o discurso do Leifert para os eliminados.  As decisões do público sempre são condizentes com os princípios deles no jogo. E assim permanecerá enquanto jogarem Prior e Babu com os flutuantes.

 

Venus Man Trap

 

 

É bem simples. O BBB 20, em termos de estratégia, acabou sendo o BBB de eliminação dos homens. Uma militância em detrimento do entretenimento. Algo que, propriamente, pra mim, acaba por fazer um desserviço do feminismo, naquela clássica falácia de que é um movimento destinado a mulheres que querem ser tratadas como crianças mimadas. Como isso me irrita! E como eu sou radicalmente contra leitura por retweets.

A construção narrativa dos participantes se dá por meio de conflitos. São eles que movimentam o jogo e polarizam as torcidas. São os plots das personagens. A Rafa, por exemplo, teve um com a Bianca. Único dela. Com a saída da Bianca, a Rafa se perdeu. A Marcela tinha com o Hadson, ele saiu, acabou a narrativa dela. Marcela, a favorita da 2ª semana, hoje, sairia fácil num paredão com qualquer outro participante,  que não fosse um dos atuais emparedados, porque virou uma planta. Ela só centraliza no casal que forma com o Daniel. De favorita, hoje, é o  “nada contra”. Indiferente aos olhos da casa.

Quando Daniel e Ivy vieram da Casa de Vidro e usaram as informações privilegiadas da PIOR MANEIRA POSSÍVEL, já se sabia de uma coisa precípua em BBB: quando se nota alguém favorito, não se coloca no paredão. A Marcela era assim, fez casal com Daniel, que é uma “mala sem alça”, porém, é privilegiado como uma espécie de primeira dama. Ele e Ivy trouxeram a lista: Hadson-Lucas- Prior. Apenas o Pyong era um macho aceitável aos olhos do público. Marcela era a dona da razão, favorita absoluta. As mulheres, então, se uniram, se esconderam na figura do Pyong, e resolveram ceder às vontades do público e prosseguir com a lista. Falta o Prior, depois o Babu. Virou a lei do BBB.

Ontem, a formação do paredão apenas reafirmou um favoritismo absoluto do Prior e do Babu. De 14 participantes, 1 líder, temos 13 votos no confessionários. 12 possíveis numa pessoa só. 11 pessoas votaram em 6 x 5 em Prior e Babu. Só o Guilherme não votou em um da dupla. E essa dupla está figurando os 5 paredões. 100% dos paredões em que ambos  foram votáveis. O Prior é  o favorito porque ele está 3x 2 contra o Babu em paredões. Ele tem mais conflitos. A dupla é ótima!

O Prior foi o primeiro a expor o jogo do Pyong. Tomou pra si a centralização da narrativa porque explicitou a estratégia, rivalizou primeiro e chamou pro paredão. Ele é o principal assunto da casa, ele que contorna determinadas rivalidades. Ele foi tido como burro, chamou o Guilherme pro jogo, que manipulou os votos da Flay, Mari e Victor Hugo no Pyong. Prior não sabe, mas ele contornou a própria rivalidade do “soberbo” Pyong contra o Guilherme. Até o próprio Pyong disse ter torcido pra enfrentar o Guilherme, não o Prior, no paredão. Ele fez isso porque conseguiu reverter o voto da Manu e da Gabi dele pro Babu. O voto da Manu foi o decisivo. Reverteu um 7 a 4, pra 6 a 5. Nas circunstâncias atuais, com eles pensando em emparedar os 2 mais votados pela casa, talvez, a estratégia seria equilibrar os 5 votos que o Pyong teria, salvando um do grupo hegemônico.

Esse paredão representou a derrocada do Pyong. Sair pro Guilherme significa automaticamente que ele sairia  pro Prior. O Guilherme é um participante que não eliminaria ninguém no jogo. Nem o Daniel. Nem o Pyong entendeu isso no paredão Bia x Prior x Flay. Não percebeu que a dinâmica de votação e alinhamento determinada pelos participantes da casa de vidro acabou favorecendo justamente o Prior. Eu acho que o Babu percebeu isso. A dupla vem desconstruindo demais a lógica do grupo hegemônico.

Assim, em aspectos narrativos: Prior, Babu seguem protagonizando e a Giselly em terceiro. Ela tem rivalidade com a Flay, que acabou em 4º pela dinâmica deste paredão. Exatamente por ter sido puxada pelo Prior. Embora, tenha adorado o discurso de apelo dela, ela está apixonadinha pelo Prior, mesmo votando nele, mas deve a ele o fato de ter tirando a Flay da terceira posição.

Direito Penal do Inimigo

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Gunther Jacobs é um filosofo e penalista do direito que tem uma tese chamada Direito Penal do Inimigo que basicamente defende que à determinadas pessoas não devem ser aplicadas as mesmas garantias e direitos concedidos a cidadãos comuns. Esses indivíduos são desprovidos de qualquer humanidade, são “não-pessoas” e a eles, pelo bem social devem ser impostas penas desproporcionalmente mais graves e restrição a ampla defesa e ao contraditório pelo perigo que eles representam para a sociedade.

Isso se reflete muito em relação ao eliminado Hadson, hoje, ao Lucas e ao Prior.  Veja bem: TODOS os participantes do BBB são egoístas. Todos querem vender ao público a imagem de serem pessoas-exemplo da sociedade. Algo que sinaliza uma arrogância e uma soberba inerentes à personalidade de cada um. É o que se verifica ao extremo no Pyong, no seu “jogo limpo” extremamente manipulador, no “feminismo branco” da Marcela, na “maturidade” da Manu. Essas pessoas se vendem ao público como exemplos de comportamento, biscoiteiros de redes sociais, e se sentem, nessas condições, reforçados, pelo favoritismo apontado pelos participantes da Casa de Vidro, como julgadores e porta-vozes da vontade do público. O modus operandi é inquisitivo. ACUSADOR.

Ocorre que, na sociedade, o modelo inquisitivo, o direito penal do inimigo, é exceção. Exatamente porque nosso direito penal visa a ressocialização. A lógica é: num meio deiguais, temos o diferente. Se isolarmos, com iguais a ele, como podemos querer que ele saia diferente? E mais: de que adianta atitudes positivas de uma pessoa sobre a qual todos os atos são vistos pelo ângulo primário e mesquinho da acusação?

Pois então, vejamos os fatos: Daniel é a pessoa mais individualista da casa. Come mais que os outros, toma mais punições, é quem mais gasta água no banho. Prior e Lucas não tomam banho todos os dias, reutilizam roupas. Prior seca as roupas na calha do telhado, porque as meninas quando põem as roupas pra secar, tiram as roupas dos homens do telhado pra secarem as delas. Isto foi dito por eles, mas, claro, não é colocado por elas.  Comida e água são controladas na casa. Então, se você, no dia a dia, atenta contra a coletividade, não pode apontar individualismo alheio.

O Lucas não deu estalecas pra compra da comida. O contexto foi exatamente apontando essas atitudes individualistas e hipócritas das pessoas.  Não tem nenhuma consequência pra formação do paredão. Os argumentos que ele deu não foram relevantes. Olha que o contexto foi pós leilão pra prova do anjo, onde a Marcela deu as estalecas pra participar, ela estando na xepa, e do Daniel não ter estalecas pra dar. Não importa o excesso de comida, importa o Lucas não ter dado estalecas.  Esta é a premissa definitiva e incontradicta. É uma questão de subjetividade. Ele não tem esse direito. Não é o que ele fez, é o que ele é.

Agora, neste momento, o Prior está sendo elogiado pelas meninas. Com ar de superioridade, obviamente, porque elas são muito “maduras”. E o público, de certa forma reproduz essas coisas. Na briga com a Thelma, que o acusou de “macho escroto”, ele disse que é opinião dela, que ele tem educação e berço, foi reverberado como racismo. Isto é um absurdo!, mas é aquela coisa: a Thelma tem o direito de baixar o nível com o Lucas porque ele é a pior pessoa da casa. Apontar, julgar, ofender o Lucas é um direito da Thelma. Lacrou! Quem pensa assim, sinceramente, é bem boçal e medíocre e completamente desprovido de qualquer empatia.

O Tiago disse uma coisa bem sensata: a falta da ampla defesa dada aos homens e a falta de empatia com quem não se gosta. Reflete muito mais a respeito de quem aponta do que de quem é apontado.  Humilhar, execrar, acusar é atitude inerente a ignorantes e medíocres que reforçam a noção de uniformidade e intolerância. Não de pessoas justas e coerentes.

 

Quase vilã

Quando a Marcela entrou no programa, a intenção dela foi a de construir uma união feminina. Ela tinha esse principio de não votar em mulher. Ocorre que ela não teve tanta aproximação com as meninas, exceto, por Thelma e Gy. A xepa das duas primeiras semanas era de pessoas “excluídas” do programa.

Com a saída do Chumbo, ela procurou o Hadson e o Prior, pra conseguir uma aliança de permanência. Tanto ela como a Gy se viam como figurantes e, graças a elas, que o Chumbo foi pro paredão. Ela, então, recuou, disse que não votaria nas mulheres pela aproximação do quarto, que queriam aliança dos pipocas. Hadson soltou a estratégia do Lucas e do Guilherme, ela, imediatamente, negou, mas não iria expor. Chorou, repercutiu com a Gy, viu a cena da massagem do Lucas na mari, e a Gy resolveu aderir a estratégia dos homens, entretanto, bancando a espiã.

A Marcela estava por dentro de todas as jogadas. Contou pro Pyong, conseguiu um aliado, os votos no Hadson,e, aí, muitos méritos do Pyong. Ela aderiu no voto no Hadson, descobriu os votos da Manu e da Rafa e, apenas pós paredão, soltou a bomba pra eliminar o Hadson. Excluiu Lucas e Gui, por não ter certeza, mas diante do que fora exposto, a reação das meninas foi de justamente fazer o Tribunal de Exceção contra Hadson, Lucas e Prior.  Gui foi o único a ter o benefício da dúvida.

Na terça seguinte, sai o Petrix, o que abala a casa, até porque ele saiu por questões externas. A Marcela fica vulnerável, e poucas horas depois entram os dois da casa de vidro. Bajulam a Marcela, entregam o jogo todo, inclusive o fato de ela ser favorita, e ainda falam que a Boca Rosa estava em baixa. E que o público quer em sequência Hadson, Lucas e Prior.

Daí, a Marcela, que já foi contra o tribunal, teve que ver a condenação. Mulherada chorando o dia todo. Os três totalmente isolados, apontados, xingados, cada um com uma roda de mulher em volta se juntam Marcela, Pyong e Gy, se sentindo favoritos, e começam a destilar toda a soberba em cima dos três párias da casa, na fila do abate. O Babu escutou e sinalizou a soberba, e o Pyong debocha e fala”é, mas vai ser assim!”. Isso foi na madrugada da festa, depois de tudo feito contra os três. Mesma oportunidade,em que choraram porque os três seriam rejeitados, odiados, e do quanto isto seria ruim pra eles.

No dia seguinte, tivemos uma aula de feminismo para os machos. Várias mulheres, inclusive  a Marcela, sentaram com cada um pra fazê-los assumirem que são machistas e porque o público os odeia. Hadson e Lucas, negaram se revoltaram, mas o Prior teve a reação mais interessante contra a Marcela. Ele aceitou o feminismo, porém, apontou que:

1- em vez de ficar chorando, ela deveria falar com a Mari e Lucas. Já que é isso que ela prega;
2- a Gy foi oportunista. Fez o jogo dos machos, e quando a Marcela entregou o Hadson, ela só apoiou porque a Mari não foi pro paredão.

Prova do anjo, Lucas vence. Prova esta feita evidentemente pra proteger a Marcela, porque estavam querendo muito ela x Hadson. Só que ela não ganha como nos emojis. Prior é o único que explicita que só vai pra sala pra acompanhar isso. Entrega muito sobre o jogo, principalmente, porque a Marcela conseguiu alianças por conveniência.

O paredão teve dissidência de votos, como Rafa e Bia. Seria um resultado inevitável, mas coincidiu com Victor Hugo, que certamente sairia num paredão com Hadson. Por sorte, o Hadson entregou o jogo antes, e o Prior trabalhou muito pra ganhar. Arrasou no ao vivo. Tem carisma, é engraçado, e é um bobão subestimado, que nem sabe quando arruma uma saída genial contra ele.

A festa de sábado teve muita queimação da Marcela e do Pyong. Ela tentou criar clima com o Daniel inútil, fez ceninha com Pyong, ele fez showzinho de ciúmes, etc.  Bobagens totalmente desnecessárias pro perfil que ela quer construir ( aqui, não estou falando da conduta invasiva do Pyong na festa, nem dela ter perdoado e minimizado isto).

A Casa de Vidro avançou o jogo da Marcela em várias semanas. Abriu o top de favoritos. Mesmo ela não desejava, nem teria como parar a reação das meninas. Ela quis manipular, quis aliança feminina, mas o isolamento e o festival de julgamentos acabaram por humanizar os caras tamanha a injustiça da situação. Eles encararam a situação da melhor maneira possível, e virou jornal de ontem, toda a estratégia da Marcela, de mocinha está se tornando vilã.